A Volta das Penhas Douradas é um percurso pedonal muito pouco conhecido que nos leva a explorar as principais atrações das Penhas Douradas e do Vale do Rossim, na Serra da Estrela.
Este percurso foi-nos aconselhado pelo CISE, o centro de interpretação da Serra da Estrela (em Seia), como uma caminhada fácil e muito agradável, e não desiludiu. Não é o trilho mais espetacular da Serra, mas vale muito a pena descobrir esta zona.
Este é um trilho ideal para quem quer ficar a conhecer a zona das Penhas Douradas, Manteigas, sem ter de fazer um grande esforço físico. Se quer explorar mais trilhos e dicas sobre a Serra da Estrela, consulte o nosso guia completo da Serra da Estrela.

Informação prática – Volta das Penhas Douradas
- Nome: Volta das Penhas Douradas
- Início: Hotel Casa das Penhas Douradas
- Fim: Hotel Casa das Penhas Douradas
- Distância: 8km
- Tempo necessário: 3 a 4 horas
- Dificuldade técnica: fácil
- Dificuldade física: fácil
- Máx/min altitude: 1540/1385 metros
- Ganho de altitude: cerca de 200 metros
- Tipo: Circular – sentido recomendado: ponteiro dos relógios
- Sinalização (1-5): 5, está muito bem marcado ao longo de todo o caminho.
- Destaques: Fragão do Corvo, Seixo Branco, Vale de Rossim
- Pode fazer download do panfleto aqui

Nossa experiência no trilho
A Volta das Penhas Douradas começa junto ao parque de estacionamento do Hotel Casa das Penhas Douradas e segue para a capela de Nossa Senhora da Estrela, onde se pode ver a imagem de Nossa Senhora com a estrela na mão.
A partir daqui, seguimos pela estrada até à Casa da Fraga, em ruínas (casa do primeiro habitante das Penhas Douradas). Aqui, saímos da estrada e viramos à direita num caminho florestal de pseudotesugas, muito bonito e bastante a descer.

Seguindo o caminho, vamos ter de virar à direita em direção ao Fragão do Corvo. Para lá chegar, é preciso subir um pouco, mas, com calma, faz-se bem e a vista compensa. O Fragão do Corvo é um penedo enorme com um marco geodésico que serve de miradouro sobre a Vila de Manteigas. Sem dúvida, um dos pontos altos deste dia.

Depois do Fragão do Corvo, seguimos as marcações amarelas, agora em direção à Casa Jones. O caminho é ondulante, com subidas e descidas, mas a zona florestal também é bastante agradável.
A partir da Casa Jones, deixamos a floresta e seguimos em direção ao Seixo Branco, um afloramento de quartzo branco e rosa que surge no meio do granito negro. Após esta curiosidade geológica, continuamos a caminhada rumo ao Vale Rossim.
Esta parte da caminhada segue por zonas descampadas e ondulantes. São 2 a 3 km que se percorrem com alguma facilidade, seguindo as mariolas e as indicações a amarelo. Apesar disto, esta é uma zona muito desprotegida tanto do sol como do vento.
Chegados à margem da magnífica albufeira do Vale do Rossim, aproveite para descansar e usufruir desta maravilhosa lagoa e da praia fluvial. Se for tempo disso, pode até ir à água.

Vamos caminhar durante algumas centenas de metros ao longo da lagoa, até termos de virar à direita e começar a última subida. Não é especialmente inclinada nem longa, mas leva-nos ao Corgo das Mós.
A partir daqui, vamos descer em direção à estrada e, depois, temos de seguir por ela até ao ponto de partida, a Casa das Penhas Douradas.
Distância e tipo de percurso
É um percurso circular de cerca de 8 km, com nível de dificuldade reduzido, por isso é adequado para quase toda a gente.
A direção recomendada é a dos ponteiros do relógio. De facto, não temos a certeza de que o caminho esteja indicado em ambas as direções.

Altitude e desnível acumulado
Esta caminhada é toda feita a uma altitude considerável, sempre entre os 1385 e os 1540 metros de altitude.
Embora estejamos em plena Serra da Estrela, o desnível é reduzido — apenas cerca de 200 metros — e não há grandes subidas nem descidas. De facto, uma boa parte do caminho é plana ou ondulante.
Ainda assim, a elevada altitude implica alguns cuidados com o frio, a possibilidade de neve e mudanças repentinas no tempo.

Sinalização
Este trilho foi criado pelo Hotel Casa das Penhas Douradas, onde começa e termina, e, por isso, a sinalização difere da habitual usada nos trilhos oficiais (linhas amarelas e vermelhas).
Assim, está sinalizado com marcas amarelas em postes, penedos, mariolas (montes de pedras empilhadas usados pelos pastores para indicar o caminho) e pequenos pilaretes de madeira. As marcas estão bem visíveis e, ao longo de todo o percurso, não tivemos qualquer dificuldade em seguirmos.
Notem que existem outros trilhos do mesmo hotel, mas com outras cores (laranja, vermelho, azul); temos de seguir apenas as amarelas. Também existe o trilho PR213, que segue, parcialmente, um percurso muito semelhante e está indicado com as habituais linhas amarelas e vermelhas.

Dificuldade técnica e física
Esta rota tem cerca de 8 km, sem grandes subidas e descidas. De facto, os maiores declives estão logo no início e são relativamente fáceis. Tecnicamente também não apresenta nenhuma dificuldade.
Quando fizemos este percurso, tínhamos feito a duríssima Rota do Maciço Central no dia anterior e, por isso, estávamos um pouco doridos, mas, mesmo assim, foi bastante fácil. Por isso, qualquer pessoa habituada a fazer caminhadas não terá problemas.
Para mais informações sobre a região e outros percursos, veja o nosso guia da Serra da Estrela.

Quando percorrer o trilho
O ideal é fazer esta volta na primavera, no verão ou no outono, para evitar temperaturas muito baixas ou até mesmo neve. No verão, tenha atenção: há poucas sombras e, por isso, o caminho pode se tornar bem mais duro sob o calor.
Uma vez que estamos em montanha, verifique atentamente as previsões do tempo para evitar chuva ou neve inesperadas. Se houver neve, não faça este caminho. Alternativamente, sugerimos a Rota da Caniça em Seia, que, devido à sua baixa altitude, dificilmente terá neve.
A quem se adequa este trilho?
Este trilho adequa-se a toda a gente habituada a caminhar. Não é necessária grande experiência em montanha, pois o percurso está muito bem assinalado e sempre relativamente perto de Penhas Douradas. É muito difícil perder-se e, mesmo que isso aconteça, será fácil regressar ao caminho.
Pessoas com pouca flexibilidade ou agilidade também devem conseguir percorrer o caminho, pois não implica nenhuma atividade técnica. Tem apenas 2 ou 3 subidas e descidas mais inclinadas, que se fazem bem, sem necessidade de scrambling (escalar com as mãos, sem cordas).
Resumindo, é um trilho para quase todos e uma óptima iniciação à Serra da Estrela e aos trilhos de montanha.

O que levar?
O trilho dura apenas 3 a 4 horas e está sempre perto de Penhas Douradas e do Vale do Rossim, pelo que não necessita de material específico. Aconselhamos que leve:
- Água (cerca de 1 L por pessoa, deve ser suficiente);
- Snacks para se manter com energia durante a caminhada;
- Calçado de caminhada confortável;
- Roupa confortável;
- Casaco de chuva, pois o tempo muda muito rapidamente na serra.
- Roupa de banho, óculos de sol, chapéu e protector solar no verão; se estiver mesmo quente, pode ir à água no Vale de Rossim.
- Máquina fotográfica e telemóvel, pois há muitas oportunidades de tirar belas fotos. Telemóvel também para ser usado como GPS.
- Mochila pequena para levar tudo isto;
Como sempre, por favor, não faça lixo. Traga tudo o que levar consigo.
Como chegar ao trilho?
O início e o fim do trilho são no hotel Casa das Penhas Douradas, pelo que é muito fácil de encontrar. Se quiser saber mais sobre o hotel, clique no link.
O hotel Casa das Penhas Douradas fica nas Penhas Douradas, a cerca de 15 minutos de Manteigas. Para lá chegar, tem de ir pela N232 (entre Gouveia e Manteigas) e virar à direita quando aparecer a indicação para Penhas Douradas. Muito fácil.
Há também alguns lugares de estacionamento junto ao hotel.

Onde ficar quando fizer a volta das Penhas Douradas?
O ideal é ficar nas Penhas Douradas e, de preferência, no hotel Casa das Penhas Douradas, que criou este bonito percurso pedestre. A Casa das Penhas Douradas é um hotel de luxo, de excelente reputação. Tem piscina, jacuzzi, spa e outras comodidades e por isso é também bastante caro.
Caso não queira ficar nas Penhas Douradas, a melhor hipótese é ficar em Manteigas, onde há uma enorme disponibilidade e variedade de alojamentos e opções de refeições. Veja no mapa abaixo:
A Volta das Penhas Douradas é uma caminhada perfeita para quem quer explorar a Serra da Estrela de forma tranquila e acessível, com vistas magníficas e um contacto próximo com a natureza. Uma excelente introdução à montanha, sem grandes exigências físicas.
Guarde para mais tarde se lembrar!

