O trilho dos Moinhos do Ave rapidamente se tornou num dos nossos trilhos favoritos do Norte de Portugal, levando-nos a duas aldeias típicas, uma cascata surpreendente, moinhos históricos e várias lagoas onde se pode ir a banhos.
Situado em Vieira do Minho, em plena Serra da Cabreira, este é um trilho de dificuldade moderada devido a algumas subidas íngremes e algumas secções estreitas onde houve derrocadas. Não é muito longo nem tem acumulado demasiado alto.
Trilho dos Moinhos do Ave – informação geral
- Name: Trilho dos Moinhos – PR6 Vieira do Minho
- Start: Lamedo village
- Finish: Same as start (circular route)
- Distance: 6.5 km
- Estimated time: ~3 hours
- Difficulty: Moderate
- Altitude range: 425 m – 667 m
- Elevation gain: ~250 m
- Type: Circular
- Signage (1–5): 3 (some signs missing)
- Highlights: Ponte da Candosa Medieval bridge Cascata da Candosa Moinhos do Ave Traditional villages of Lamedo and Agra
- Pode fazer download do panfleto aqui. No entanto, note que esta é a versão antiga linear do percurso.

Nossa experiência no Trilho dos Moinhos
O PR6 Trilho dos Moinhos do Ave foi uma agradável surpresa. Apesar de sabermos que tinha uma cascata e moinhos, não tínhamos expectativas muito altas, pois as fotografias que tínhamos visto não eram muito impressionantes, mas estávamos enganados. Este é um percurso pedonal que vale muito a pena.
O início é em Lamedo, onde tem uma pequena indicação do caminho, mas infelizmente não tem o habitual e muito útil painel informativo. O percurso oficial atual tem 6,5 km e é circular, mas pensamos já ter havido um percurso linear de 4 km que ligava Lamedo a Agra.
Seguindo as indicações, fazemos o caminho em versão anti-horária em direção à Ponte Medieval sobre o Rio Ave. É necessário um pequeno desvio, mas está indicado e vale a pena. É bastante agradável.
Começámos a entrar na floresta e caminhámos ao longo do Rio Ave, onde se encontram logo alguns moinhos. Menos de 1 km depois chegamos à Cascata da Candosa, provavelmente o ponto mais bonito deste caminho.

Aproveite para tirar fotos e explorar a cascata, pois ainda é pouco conhecida. De seguida, o caminho leva-nos ao topo da cascata passando por ainda mais moinhos. Tenha atenção, pois aqui é bastante íngreme e apertado, especialmente se estiver húmido.
Um pouco mais à frente vamos atravessar o Ave, mas sem ponte, temos de usar as poldras. Não é especialmente difícil, é até bem divertido, mas atenção que falta uma poldra e se o rio estiver com caudal, pode ter de ir pela água (foi o que fizemos). Nada de complicado, apenas curioso.

Seguindo agora pela margem oposta, vamos ao longo do rio até chegar à ponte da Candosa, aproveite para visitar, mas não atravesse. Quer dizer, na realidade pode fazê-lo, pois é possível seguir este caminho, fazer uma espécie de 8, mas não é esse o caminho oficial.

Segundo pelo caminho temos agora cerca de 1,5 km sempre a subir até chegar a Agra. Seguimos sempre num caminho largo e com sombras, mas não é uma parte particularmente interessante até chegar a Agra. Aí aproveite para visitar a aldeia e note que lá existe um restaurante, mas se o quiser visitar, sugerimos que planeie e reserve antecipadamente.

Para descermos de volta ao início, seguimos para fora da aldeia até uma nova ponte sobre o rio Ave e descemos pela outra margem. Esta margem sofreu algumas derrocadas e, por isso, o caminho é um pouco complicado durante cerca de 1 km.

Se quiser evitar esta parte mais complicada, em Agra pode simplesmente voltar pelo caminho que veio. Não é uma parte especialmente bonita com excepção da ponte e do Poço Negro. Este é um lago bastante grande onde é possível mergulhar e nadar, especialmente no verão, pois a água é bastante fresca.
O caminho eventualmente se alarga e vamos ter novamente a perto da ponte da Candosa, mas não viramos de volta. Seguimos em frente em direção a Lamedo por mais cerca de 1 km.
Este caminho é circular, mas na realidade faz quase um 8, pois junto à ponte da Candosa dá para fazer ligação entre as margens do rio.

Sinalização
Este não é um trilho muito bem sinalizado, sobretudo por faltar um painel no início com explicação e informação sobre o trilho. De facto, tem apenas um sinal que parece ser anterior ao trilho atual de 6,5 km, indicando 4 km até à aldeia de Agra.
Durante o percurso existem bastantes sinais, e em quase todos os lugares indicados, mas não sempre, pelo que recomendamos vivamente que leve GPS. Apesar de não ser muito complicado perceber qual o caminho a fazer, é sempre possível uma distração ou marcas que não existam ou não estejam visíveis.

Quando fazer o trilho do Moinhos do Ave
O trilho dos Moinhos do Ave é bastante agradável durante quase todo o ano, pois combina vários fatores de interesse que brilham em diferentes épocas.
No verão podemos tirar partido dos poços e lagoas, mas a cascata provavelmente terá muito pouca água. Na primavera é provável que a temperatura esteja bem agradável e o Ave ainda tenha bastante caudal.
No inverno é necessário ter bastante atenção à água, ao vento e à humidade, pois existem partes do percurso bem íngremes e outras bastante estreitas. É importante evitar completamente fazer este caminho com tempo de chuva.
Nós visitamos na primavera e estava tempo ideal para caminhadas, com sol, bastantes sombras pelo caminho e a cascata da Candosa estava esplêndida.

A quem se adequa o trilho dos Moinhos?
O PR6 VRM – Moinhos do Ave é um trilho relativamente curto, com apenas 6,5 km na sua versão circular e 4 km na sua versão linear (8 km de ida e volta). O desnível acumulado também não é muito elevado, e por isso não é um trilho demasiado duro.
No entanto, não é um percurso para iniciantes pois tem algumas partes em rocha, e outras partes estreitas e íngremes. De facto, tem uma parte do percurso onde existiram derrocadas e que podem ser perigosas para quem não tiver cuidado ou for inexperiente.
Desta forma evitaria fazer a caminhada total com crianças e idosos. Mas se quiser apenas conhecer as pontes, a cascata e parte dos moinhos, o nível de dificuldade física e técnica é bastante menor.

O que levar para o trilho dos Moinhos do Ave?
Apesar da moderada dificuldade técnica, este não é um trilho especialmente difícil, pelo que não é necessário nenhum material específico para o completar. Eu fiz o percurso de sapatilhas de corrida e não tive problemas, mas será mais fácil com botas de caminhada.
Durante o percurso, na aldeia de Agra existe um restaurante, o Agra na Boa, pelo que se quiser, pode planear chegar lá à hora de almoço e comer alguns dos pratos típicos da região. Nunca o fizemos, não podemos recomendar o restaurante diretamente, mas tem bons comentários online.
Assim, aconselhamos que leve:
- Alguma água (cerca de 2 L por pessoa);
- Snacks;
- Calçado de caminhada confortável;
- Roupa confortável;
- Casaco de chuva, no inverno;
- Roupa de banho, óculos de sol, chapéu e protetor solar no verão;
- Câmara e telemóvel, pois existem muitas oportunidades para tirar belas fotos. Telemóvel também para ser usado como GPS.
- Mochila pequena para levar tudo isto;
Como sempre, por favor, não faça lixo. Traga tudo o que levar consigo.

Como chegar ao início do trilho?
O trilho começa e termina na Aldeia de Lamedo, Vieira do Minho, e, apesar de não ser muito longe de Braga e Guimarães, o acesso não é dos mais fáceis. A Aldeia de Lamedo é pequena e bastante apertada, mas ainda assim tem lá um pequeno parque de estacionamento junto ao início do percurso.
Vindo de Braga, sugerimos que apanhe a N103 até Póvoa de Lanhoso, onde deve mudar para a N205 até Aldeia de Azoia. Lá apanha uma estrada municipal para Lamedo. No total são cerca de 45 km que devem demorar cerca de 1 hora.
Se vier do Porto, pode apanhar a A3 até Braga e seguir o caminho acima indicado. Mas é mais rápido sair na A7 em direção interior, sair em Fafe e depois seguir por estradas de montanha até Ortozelo e Lamedo. Do Porto são quase 100 km que se fazem em 1h30.

Onde ficar quando fizer o Trilho dos Moinhos do Ave?
Tanto Lamedo como Agra são aldeias bastante pequenas e não conhecemos alojamentos em nenhuma das duas. No entanto, existem bastantes alojamentos de qualidade relativamente perto e a preços muito convidativos. Nesse sentido sugerimos:
- Resort Quinta do Sameiro – Tem excelentes comentários, oferece pequeno-almoço e piscina exterior. Veja mais informação e preços aqui
- Quinta do Bairro – casa completa com dois quartos e piscina. Excelente para famílias. Veja mais informação e preços aqui.
Caso queira ficar numa cidade maior, a melhor opção é provavelmente Braga, a cerca de 1 hora de distância. Clique aqui para ver as nossas sugestões para Braga.
Guarde para mais tarde se lembrar!

